1.2 Utilizando LVM

Lição 10/50 | Tempo de Estudo: 10 Min

LVM é a sigla para `Logical Volume Manager` ou `Gerenciador de Volume Lógico`.

Esta ferramenta veio realmente para revolucionar a maneira como gerenciamos os discos e
partições no Linux. O LVM trabalha com camadas lógicas que podem ser facilmente redimensionadas, aumentando ou diminuindo o espaço em disco sem prejudicar o funcionamento do sistema. Em linhas gerais, a utilização de LVM é para que possamos aproveitar a capacidade máxima de um ou vários discos de armazenamento (HDs).

LVM utiliza basicamente 3 conceitos:
● Physical volume  (volume físico ou PV) = o disco rígido, ou conjunto de discos rígidos são alocados em um ou mais volumes físicos;
● Volume group (grupo de volume ou VG) = agrupa um ou mais volumes físicos;
● Logical volume (volume lógico ou LV) = são como uma divisão de um disco (partições), que alocam um determinado ponto de montagem. É aqui onde é definido um sistema de arquivos, como o ext4.

Devemos obedecer a seguinte ordem:
1. Cria-se um PV (physical volume), a partir de um disco rígido;
2. Cria-se um ou vários VGs (volume groups), a partir do PV (physical volume);
3. Cria-se um ou vários LVs (logical volumes), a partir do VG (volume group);
4. Por último se define os pontos de montagem (diretórios) aos LVs (logical volumes).

Muitos bootloaders (como o GRUB, dependendo da sua versão) podem ter suporte limitado para acessar partições gerenciadas por LVM. Isso ocorre porque o bootloader precisa ler diretamente os arquivos de imagem do kernel e do initramfs antes que o sistema operacional seja carregado, e o acesso aos metadados do LVM pode não estar completamente implementado no momento da inicialização.

O LVM oferece uma camada de abstração que gerencia volumes lógicos, mas essa flexibilidade adiciona complexidade para que o bootloader localize a partição /boot. Se ocorrer algum problema na configuração do LVM ou se os metadados não forem lidos corretamente, o bootloader pode não encontrar os arquivos essenciais para a inicialização do sistema.

Na parte prática a seguir iremos fazer uma instalação de um Linux com um disco de 40GB com o seguinte esquema de particionamento:

-  /root - 3GB
- swapp - 2GB
- /tmp - 256 MB
- /home - 25 GB
- /usr - 8 GB
- /var - Restante

A instalação do Linux será realizada na prática, temos uma vídeo aula feita detalhadamente para isso. Contudo a VM pronta será disponibilizada para Download. Iremos simular também.



André Albuquerque

André Albuquerque

Designer de Produto
4.00
Perfil

Sessões de Aula

1- 3.1 Netcat 2- 4.1 Introdução a comandos de rede no Linux 3- 5.1 Shell Script 4- Temas abordados 5- Temas Abordados 6- 1.1 Instalação do Linux 7- 1.3 Atividades Pós-Instalação 8- 1.4 Usuário root e Usuário comum 9- 1.2 Utilizando LVM 10- 1.5 Sistemas de Arquivos 11- 1.6 Comandos Básicos 12- 1.7 Procurando Arquivos 13- 1.8 Gerenciando Serviços no Linux 14- 1.9 Encontrando, instalando e removendo tools 15- 2.1 Ambiente do Shell 16- 2.2 Piping e redirecionamento 17- 2.3 Procurando texto e manipulação 18- 2.4 Editando arquivos 19- 2.5 Comparando arquivos 20- 2.6 Gerenciando processos 21- 2.7 Monitorando arquivos e comandos 22- 2.8 Baixando arquivos 23- Slide Módulo 2 24- 3.2 Socat 25- Atuar com Cyber Security 26- 6.1 Uma Introdução ao Docker 27- 4.2 Introdução a Análise de Rede 28- 4.3 Networking 29- 4.4 Portas e Serviços 30- 4.5 Análise com Wireshark 31- 4.6 Análise com tcpdump 32- 5.2 Variáveis 33- 5.3 Argumentos 34- 5.4 Lendo Entrada 35- 5.5 Estruturas condicionais if, else e elif 36- 5. 6 Loops 37- 5.7 Criando Menus 38- 5. 8 Funções 39- Exemplos Práticos 40- 6.2 Instalação do Docker no Windows e Linux. 41- 6.3 Imagens e Containers 42- 6.4 Mais Prática - Gerenciando Containers 43- 6.5 Criar conta/usuário no Docker Hub 44- 6.6 Docker Cleanup - Limpando a Casa 45- 6.7 Volumes Docker 46- 6.8 Redes no Docker - Isolamento e Segurança 47- 4.0 🔒 Fundamentos de Redes para Cybersecurity 48- 🎯 EXERCÍCIOS PRÁTICOS 49- 🎯 Wireshark - EXERCÍCIOS PRÁTICOS 50- 🎯 TcpDump- EXERCÍCIOS PRÁTICOS